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Auto da Barca do Inferno «Cena do Padeiro»
Publicado em   12 mar 2010

Disciplina de Língua Portuguesa  -   Joana Rodrigues, n.º 13, 9.º B





Vem um pescador com as suas redes, chega ao arrais do inferno e diz:

Pescador: Hou da barca! Está aí alguém?
Diabo: Oh pescador, demoraste tanto tempo! Para quê tantas coisas?
Pescador: Mandaram-me para aqui assim! Para onde é a viagem?
Diabo: Para bem longe daqui.
Pescador: O que existe lá?
Diabo: Fogos ardentes, almas penadas como tu!
Pescador: Como pode isso ser? Para aí é que eu não vou! Quantas coisas aturei, para ser quem sou!
Diabo: Pescador, pescador heróico e respeitado. Tu acabarás aqui! Entra! Entra, esta é a tua barca! Entra!
Pescador: Não entrarei para esse inferno, sem saber a segunda opção!
Diabo: Não terás salvação, irás entrar aqui! Tuas falcatruas eram extensas. E ainda te lamentas de todos os tormentos que arranjaste a muita gente!

O pescador dirige-se à barca do Anjo e pergunta:

Pescador: Para onde vai a barca?
Anjo: Para o Paraíso!
Pescador: Isso sim! É para mim! Ponha a prancha e eu entrarei.
Anjo: Para lá não irás tu! Com essa rede afogarás todo o navio!
Pescador: Prometo que ficarei quietinho!
Anjo: Quantos trabalhadores mataste e enganaste? Para quê? Para enriquecer esse bolso! Essas redes estão sujas, não entrarão na minha barca!
Pescador: Santa Maria, livrai-me das águas correntes e dos fogos ardentes, do cão danado que me quer matar. Livrai-me dessa maldição?
Anjo: Cala-te! Nem a rezar entrarás! Aquela barca ali é a tua. Deixa-te de rezas e entra!

O pescador desloca-se à barca infernal e diz:

Pescador: Ponha a prancha, não percamos mais tempo!



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